
A MSF está e estará sempre no meu coração, pois trabalhei com esta ONG durante 7 anos. Estive em missão no Haiti, durante o terramoto em 2010, seguiu-se Iémen, Paraguai, e depois já com o meu filho mais velho no Congo e finalmente no México. Para mim é uma inspiração pelo ideal que tem como missão, levar ajuda médico-humanitária a populações em sofrimento, mas também denunciar situações e realidades que não podem ser negligenciadas. Para quem está a pensar, se sou médica? Não sou médica, estudei gestão, e trabalhei como administradora de recursos humanos e financeiros ao nível do projeto, e depois mais tarde como Gestora de Recursos Humanos a nível da capital, no qual me dedicava a gestão dos recursos humanos e apoiar as equipas localizadas nos vários projetos no país onde estava. Como qualquer outra organização também a MSF necessita recrutar diferentes perfis profissionais, e não só médicos e enfermeiros. Perfis como admins, logísticos, IT, psicólogos, psiquiatras, etc. Para nos falar um pouco mais sobre esta ONG, convidei o representante da MSF em Portugal, João Antunes. A Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por crises humanitárias graves. A MSF tem também por objetivo chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas pessoas a quem presta assistência médica. Em 1999, recebeu o prémio Nobel da Paz. Foi criada em 1971, em França, por jovens profissionais da medicina e do jornalismo que tinham feito trabalho voluntário no Biafra, Nigéria, no final dos anos 60. Ao socorrerem vítimas de uma guerra civil brutal, estes profissionais perceberam as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos, que faziam com que muitas pessoas se calassem, mesmo perante situações gritantes. A MSF surge, então, como organização humanitária que associa a ajuda médica à sensibilização, chamando a atenção para o sofrimento das populações a que presta assistência, dando visibilidade a realidades que não podem ser negligenciadas.