
O México ampliou a abertura do mercado para a carne suína brasileira. A partir de agora, o Brasil poderá exportar o produto in natura, sem necessidade de passar por processamento térmico antes de ser vendido aos consumidores. Com os requisitos sanitários e o Certificado Sanitário Internacional acordados entre os dois países, a comercialização passa a ser para a carne suína crua, inteira ou em pedaços, não havendo restrição no seu comércio direto, sem necessidade de processamento. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a medida é um ganho importante para o setor. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, as condições negociadas em novembro do ano passado para a habilitação de carne suína para o México restringiam a venda para produto de processamento térmico e colocava outras exigências que permitiam apenas a venda a um pequeno grupo de empresas. A partir de agora, a compra pode ser feita por qualquer rede de supermercados, trading ou importador direto. O México foi o segundo principal importador mundial de carne suína in natura em 2021, com 917 mil toneladas, atrás apenas da China.