
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quinta-feira (11), o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da canola ampliando a indicação do cultivo para além do sul do Brasil. As portarias indicam os períodos de semeadura e os municípios aptos para o cultivo de canola, no sistema sequeiro para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia, além do sistema irrigado para São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Bahia e Mato Grosso. Os principais riscos associados ao cultivo da canola no Brasil são a incidência de geada e o déficit hídrico. Embora a canola seja uma espécie de clima frio, as plantas são sensíveis a geadas intensas, principalmente durante o estabelecimento das lavouras (primeiros 30 dias) e durante a floração. Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, Genei Dalmago, a geada pode ser um problema para a canola. SS/ Os híbridos de canola começaram a ser introduzidos no Brasil em 2004, dando início à coleta de informações pela Embrapa visando aos ajustes necessários para o desenvolvimento de sistemas de produção para essa oleaginosa no país.