
Recentemente, tive a oportunidade de receber na ESPM, por meio do Centro de Estudos de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS), as convidadas Lygia Diniz e Juliana, praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin e integrantes da Associação Brasil SGI (BSGI), para uma conversa sobre as conexões entre espiritualidade, desenvolvimento humano e sustentabilidade. Quando falamos em sustentabilidade, frequentemente pensamos em questões ambientais, econômicas e sociais. No entanto, existe uma dimensão menos discutida, mas igualmente fundamental: a sustentabilidade do ser humano. A prática do Budismo de Nichiren Daishonin propõe que a transformação da sociedade começa pela transformação interior de cada indivíduo. A construção de uma cultura de paz, respeito à dignidade da vida e responsabilidade compartilhada emerge do desenvolvimento da consciência, da compaixão e da capacidade de reconhecer a interdependência entre todas as pessoas e o meio em que vivem. Nesse sentido, a espiritualidade deixa de ser apenas uma experiência privada para se tornar uma poderosa ferramenta de transformação social. Agradeço a Lygia Diniz e Juliana pela generosidade em compartilhar suas experiências e reflexões, contribuindo para ampliar o debate sobre novas formas de compreender e praticar a sustentabilidade no século XXI.