
As vezes nos sentimos como se todaluta fosse uma morte vivenciada em nosso íntimo. Elas de fato são. Já dizia Belchior “Ano passado eumorri, mas este ano eu não morro!!!”. A grande questão é:Seguimos morrendotodos os anos. Na busca incessante por construirmos algo e sermos algo,seguimos morrendo todos os anos, ou de tempos em tempos. Ano passado eu morri eprovavelmente morrerei mais três vezes este ano. Finalmente podemos entenderque morrer todos os anos não é um grito de socorro. Morrer todos os anos é umconvite ao renascimento. Compreendemos que morremos todos os anos para darespaço a novas versões de nós mesmos que clamam para viver. E que clamam para se curar.