
Geni e o Zepelim é uma das canções mais fortes da MPB. Composta por Chico Buarque em 1978 como parte do espetáculo Ópera do Malandro, a música permanece atual e suas críticas continuam válidas. A letra começa nos apresentando Geni e o primeiro aspecto retratado é sua vida sexual. O corpo dela é dado como um objeto e, na descrição, ela se resume basicamente a isso. Ao ouvir a música completa, vamos perceber que é justamente essa a crítica que ela traz: a sociedade vê Geni como um corpo que pode ser usado. “De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada O seu corpo é dos errantes Dos cegos, dos retirantes É de quem não tem mais nada” GENI E O ZEPELIM - interpretação de Olivia Lopes