
“Não gosto de sertão verde Sertão de Violeiro e de açude cheio Sertão do rio descendo, lento. Largo , limpo Sertão de sambas na latada Harmônico, bailes e algodão Sertão de canjica e de fogueira Capelinha de melão é de S. João Sertão de poço da ingazeira Onde a piranha rosna feito cachorro E a a tainha sombreia de negro n`água quieta Onde as moças se despem devagar Prefiro o sertão vermelho, bruto, bravo Com o couro de terra furado pelos serrotes Hirtos, altos, secos e híspidos E a terra é cinza soalhando um sol de cobre E uma luz oleosa e mole Escorre como óleo amarelo de lâmpada da igreja” ”Não gosto de sertão verde”, Luis da Câmara Cascudo