
“Ah! sim eu quero rever-te a medo Terno segredo ─ que em minh’alma habita; Mas, vês? Eu tremo… teu sorriso anima: Vê, se o que digo, o teu dizer imita… Um ai poderá traduzir ─ n’um ai Tudo o que pedes que eu te diga agora; Mas tu não queres!… teu querer respeito. Eia… coragem! dir-te-ei n’uma hora. Oh! não te esqueças meu rubor, meu pejo, Vê que eu vacilo… que eu perdi a cor; Embora… escuta. Tu me amas? ─ dize Eu te confesso que te voto amor…” “Amor” - a poesia de Maria Firmina dos Reis na música de Socorro Lira