
Paixão desentoada Que me permita escrever sob os raios da noite compondo linhas fáceis e desentoadas permitindo ao ser que sou traçar em contos minha dor amada. Que me permita dizer com cem ou sem palavras que esse amor é perecer nas garras da desventura desesperada. Que me permita sentir ao amanhecer sobre minha cama com seu corpo sonhar nas banhadas pupilas de dor, ao seu lado chorar ou clamar eternamente por tudo que é você. Galgar continuamente meus estreitos versos e que lhe ame mais, a cada flor dada sabendo que o perfume que me encanta não provem de uma noite, mas de mil amadas. Que ainda assim não lhe busque ou talvez o faça, mas não me encontre porque de tudo que ainda sou sem você, é o nada que em mim restou.