
(...) Torço para que os emocionados se encontrem, mesmo que eu me perca. Minhas alegrias são fáceis e perceptivas e minhas tristezas doem, como se nunca fossem passar. Mas eu sei que passa, e isso que me motiva. Eu não me sinto confortável num espaço tão grande. Não gosto do longe, prefiro estar perto. Gosto de abraços demorados e perfumes marcantes. De beijo estranho, que marca pela ausência do óbvio. Gosto de visitar quem não vejo no dia a dia. Eu sou feito de urgências, e sei que sou muito para lidar. Mas é que tenho pavor do frio, e de distâncias. Por isso sou feito de calor, quente como o café que acaba de ficar pronto. Eu sou feito de urgências, e quase que essa minha pressa deixava esse ser um poema bom.