
Investimentos, teto de gastos, política fiscal e cambial, inflação, orçamento, contas públicas… Sabe aquele papo difícil de economista? O episódio do Política ao Quadrado desta semana buscou esclarecer esses assuntos no atual cenário político brasileiro e na perspectiva do período pós-pandemia. Para ajudar a entender esse panorama de incertezas, o convidado da semana é Felipe Salto, economista e diretor executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal. Felipe falou sobre a confusão da gestão econômica brasileira do período, revelada atualmente, entre tantos outros sintomas, pela falta recursos orçamentários para a elaboração do Censo. Com o orçamento sendo votado há poucos dias, o economista relata sua preocupação com a ausência de estratégias para o enfrentamento da crise: não foram discutidas as prioridades de gastos para 2021, os meios para acelerar a compra de vacinas e o benefício e auxílio especiais foram aprovados às pressas. “Você pode falar com o economista mais ortodoxo (ou mais liberal) que você quiser, ele vai dizer que, durante a crise, você vai ter que gastar, a questão é ter um plano de saída para o após crise”, afirmou. E reforça a necessidade de formulação de medidas de minimização de custos da pandemia sobre a sociedade. Para ele, a impossibilidade de investimentos não é imposta pelos limites do teto de gastos, já que os créditos extraordinários são ferramentas para auxiliar os gastos extras. O economista defende o reequilíbrio fiscal, fundamental para o crescimento econômico, com medidas concretas de aumento de receitas e de redução de gastos. E explica a viabilidade da existência de uma dívida equilibrada em relação ao PIB, sem excesso de austeridade, que poderia comprometer o financiamento de políticas públicas. O papo do P2 ainda trata de assuntos como pressão na taxa de câmbio, alta da inflação e os reflexos nos custos dos bens e serviços internamente. Felipe também esclarece que a alta nos preços vem sendo impulsionada pelas expectativas geradas pela apreensão em relação à situação política brasileira, a desorganização das contas pública, o manejo do governo com a crise. Não perca o episódio, ouça e compartilhe! Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Bruno Rosseti e produção de Germano Neto. Siga o programa nas redes sociais: twitter.com/politicaao2 instagram.com/politicaao2 Gostou do projeto? Apoie em: apoia.se/politicaao2 Contato: políticaao2@gmail.com ______________________ Minutagem do Programa 2’38” a 4’40” – Economia: Ciência Social aplicada para a solução de problemas 4’53” a 9’31” – Criação da Instituição Fiscal Independente (Senado Federal) 10’22” a 20’44” – Teto dos gastos, despesas e enfrentamento da crise pós-pandemia 23’07” a 29’33” – BNDES, projetos de infraestrutura e crescimento 29’52” a 32’08”– Teto de gastos e inflação 33’22” a 45’46” – Taxa de juros e risco de dominância fiscal; necessidade de plano fiscal equilibrado 46’01” a 48’30”– Investidores e mercado (fatores estruturantes X expectativas na taxa de câmbio) 50’05” a 74’40” – Paralisação da máquina pública (shutdown) e má gestão orçamentária do atual governo