
Neste 27º episódio, o político e advogado Roberto Freire fala sobre os desafios de ser contemporâneo do futuro. O presidente nacional do partido Cidadania defendeu reformas estatais para trazer respostas às novas demandas sociais do mundo globalizado e fez críticas às visões arcaicas do fascismo bolsonarista à esquerda tradicional brasileira. Para ele, o fazer político também passa por mudanças e defendeu o pluralismo e o respeito às individualidades dentro dos partidos. Roberto Freire se define como homem de esquerda, com os mesmos valores de quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), ainda estudante, mas nega a política apegada a paradigmas do passado. Ele falou sobre o paradoxo de uma esquerda reacionária e avaliou que o PT ficou aprisionado, com dificuldades de entender a necessidade de reformas. “Você não pode ser um Estado burocrático, um elefante que não consegue ter respostas para essa sociedade nova. E as contradições que surgem não serão resolvidas como você imaginava resolver na época de uma contradição burguesia e classe operária”. O advogado, que já foi ministro, deputado e senador, contou sobre seu ingresso na vida política, pelo PCB, em Pernambuco, no início da década de 1960. No período, Freire era estudante de Direito e participou da estruturação de sindicatos de trabalhadores rurais, por meio de atividades de uma secretaria do governo de Miguel Arraes, que culminaram na primeira greve no campo brasileiro. Freire também participou da fundação do MDB no estado, na luta pela redemocratização. Ao analisar as próximas eleições, o político falou da necessidade de olhar para 2022 evitando disputas com retrocesso, representado, segundo ele, pela polarização entre o atual presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Atualmente ele participa da articulação de sete partidos que buscam como alternativa uma candidatura única, independente de coligação. Ele declarou que votou nulo em 2018 mas que não fará o mesmo nas próximas eleições. “O fascismo evidentemente tem que ser derrotado, isso é a barbárie, mais quatro anos com um governo desses, não sei para onde vamos”. Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto. Siga o programa nas redes sociais: twitter.com/politicaao2 instagram.com/politicaao2 Gostou do projeto? Apoie em: apoia.se/politicaao2 Contato: políticaao2@gmail.com