
Beto Albuquerque (PSB-RS) é o convidado do Ep #51 do Política ao Quadrado. Pré-Candidato ao governo do Rio Grande do Sul e Deputado Federal por quadro mandatos, Beto se destacou nacionalmente ao assumir a candidatura à vice-presidência da República em chapa com Marina Silva após a tragédia envolvendo Eduardo Campos. Beto relembra a campanha dura que a chapa sofreu, em particular o episódio envolvendo a propaganda petista acerca da independência do Banco Central, bandeira levantada por Marina. O deputado argumenta que Marina errou ao impor aquela agenda, mas classificou o marqueteiro João Santana, que concebeu a peça de propaganda que mostrava a comida sumindo da mesa das famílias como um “bandido da comunicação”. Como consequência, o partido apoiou Aécio Neves no 2° turno. Nas palavras do deputado: “aquela ferida ficou”. Ao ser questionado acerca da neutralidade do PSB nas eleições de 2018, Beto classifica a decisão do partido como um erro estratégico, mesmo porque “neutralidade não existe”. Em sua visão, o PSB deveria ter lançado candidatura própria. Sobre 2022 e as expectativas de federação do PT com PSB, ele não vê nenhum sentido nessa formação e aposta que não irá sair. Beto diz que o partido não precisa se federar com o PT para apoiar Lula e que única coisa que o PSB ganharia com essa federação seria sua “certidão de óbito”. Sobre o apoio a Lula em 2022, Beto diz: “o inimigo é muito pior que as broncas que tivemos no passado”. Ele também aponta para a fraqueza da 3° via nas pesquisas eleitorais, já que a polarização seria uma escolha do eleitor, e não dos partidos. Ao comentar sobre as candidaturas desse campo, o deputado faz uma provocação a Ciro Gomes dizendo que se Ciro não tivesse saído do PSB em 2014, ele teria sido o candidato a presidente após a morte de Eduardo Campos: “o destino atropela quem se apressa demais”. Beto Albuquerque ainda falou sobre seu programa para a disputa do governo do Rio Grande do Sul e, ao comentar sobre o incumbente, disse que Eduardo Leite é uma surpresa positiva, mas que foi muito beneficiado pela liminar que suspendeu o pagamento da dívida do RS com a União: “ninguém é superavitário quando deve 100 bilhões pra União. O marketing é muito caprichado”. Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.