
Neste episódio damos a palavra a Humberto Giancristofaro e Manuela Castilho, numa conversa com Ana Santos. Humberto Giancristofaro é cineasta e filósofo com formação pela UFRJ e pela Université Paris VIII, concebe o cinema como um espaço onde o pensamento se torna sensorial. Com mais de quinze anos de experiência em cinema, televisão e media digitais, transita com fluidez entre o cinema de autoria e a produção audiovisual de grande porte, aliando rigor formal a um olhar atento ao social e ao invisível. Os seus filmes exploram o tempo, os corpos e as paisagens como zonas de tensão entre presença e ausência, abordando a realidade frequentemente por meio de narrativas oblíquas, do silêncio e da materialidade, em vez da exposição direta. É participante do coletivo Levante Cultural, que realiza sessões cineclubistas mensais na Biblioteca José Dias Coelho. Manuela Castilho é investigadora e roteirista com experiência em diferentes metodologias, o seu interesse pela pesquisa de campo e pela intervenção sociocultural levaram-na a desenvolver diversos trabalhos de educação audiovisual e intervenção cultural. Dinamiza processos de desenvolvimento criativo para mulheres, como a oficina de fotografia criativa para mulheres imigrantes, Vivências Criativas e o Foco Tátil Delas. Participou do Núcleo de Dramaturgia Feminista e foi guionista e dirigiu o podcast “Mulheres Cineastas”, além de ter participado nos podcasts “Cinemetilico” e “Corte Perfeito para”. É participante do coletivo Levante Cultural, que realiza sessões cineclubistas mensais na Biblioteca José Dias Coelho. As sugestões de leitura de Humberto e Manuela são: “O apoio mutuo”, de Piotr Kropotkine “Notas sobre o luto”, de Chimamanda Ngozi Adichie “O ano do pensamento mágico”, de Joan Didion “As meninas” de Lygia Fagundes Telles