
No capítulo “Objetos e Sujeitos: reflexões sobre a natureza das coisas feitas por mãos indígenas”, Andrei Isnardis desloca a interpretação arqueológica sobre os objetos, para a sua relação ampla com as pessoas que os fizeram e, antes, que os nomearam, os domesticaram, os significaram. À luz das cosmologias ameríndias, nos apresenta a proposta de considerarmos que nossas coleções são povoadas na mesma medida por objetos, pessoas, pessoas-objeto e objetos-pessoa, o que, em última instância, reflete diretamente nas nossas práticas atuais de gestão e pesquisa de acervos, muitas vezes construídas em dissonância dos saberes tradicionais imbuídos nessas “coisas”.