
A partir da presença de profissionais de audiodescrição ou tradutores Libras na situação do parto, ao lado de pais com deficiência, proponho refletir sobre o direito à comunicação. A experiência é ainda pouco frequente, mas inspiradora de gestos de inclusão na vida em sociedade. Um mundo mais preparado para as necessidades de comunicação de pessoas com deficiência não significa a inclusão delas apenas no direito de acesso à informação. Em muitos casos, como a tradução do parto expressa, a comunicação com o ambiente se trata de um direito à própria participação na experiência de vida.