
Livro: A Arte da Guerra Capitulo 04 – Disposições Táticas A importância da defesa das posições existentes até o momento de avançar a partir deles e como reconhecer as oportunidades. Dentro da atividade de inteligência existem dois ramos: Inteligência e Contrainteligência, os quais têm finalidades distintas, mas os objetivos são os mesmos para empresas e governos – prevenção/reação e proteção. A finalidade da Inteligência é a produção e difusão de conhecimento que sinalizem oportunidades e identifiquem ameaças aos objetivos de gestores e tomadores de decisão. Oportunidades são circunstâncias favoráveis para impulsionar e garantir vantagens competitivas. Já as ameaças podem ser decorrentes de ações da inteligência adversa que tem o mesmo objetivo. Para maximizar as oportunidades e mitigar as ameaças, a Contrainteligência tem a função de proteger interesses ou blindar ameaças que dificultem a concretização de oportunidades. A oportunidade de vitória é oferecida por si próprio, ou seja, está em nossas mãos, nas suas mãos, e vai depender de como desenvolveu os planos (capítulo 01), de como iniciou seu movimento (capítulo 02) de como utilizou a estratégia para avaliar cada movimento (capítulo 03). A oportunidade de derrotar o inimigo é dada por ele próprio. O livro traz uma lição interessante na seguinte frase: “pode-se SABER como conquistar e não ser capaz de fazê-lo”. A frase nos remete a questão de teoria e prática. O livro diz que “assumir a postura defensiva indica força insuficiente; atacar, indica abundância de força”. Aqui temos duas situações para abordar – postura defensiva – postura ofensiva. O líder habilidoso domina as duas posturas. O livro também diz que “enxergar vitória apenas quando está ao alcance da compreensão de qualquer um não é o máximo da excelência”. Em outra passagem, o livro diz “Levantar uma folha caída no chão, não é sinal de excepcional força; ver o sol e a lua não é sinal de visão aguçada; ouvir o som do trovão não é sinal de ouvido apurado”. O livro diz que “evitar erros é o que determina a vitória”. O livro diz que “um estrategista vitorioso só procura a batalha quando seus planos indicam a possibilidade de vitória”. E complementa, “aquele destinado ao fracasso luta antes de ter planos”. “O líder cultiva a lei moral e se mantem fiel a métodos e a disciplina”. Falando em método, o livro aponta os seguintes: 1. Mensuração ou Sondagem; 2. Estimativa de quantidade; 3. Cálculo; 4. Comparação das oportunidades ou equilíbrio das probabilidades; 5. Vitória. Em outras palavras você mensura e calcula a quantidade e compara oportunidades para chegar na vitória. Em suma, você mede várias vezes e ataca uma vez. E no que se refere à metodologia de produção do conhecimento, a doutrina brasileira de inteligência aponta um ciclo em cinco fases: a) Política: documentos orientativos, protocolos, instruções normativas, por exemplo, um código de conduta ou política de investigação; b) Planejamento: diligências prévias e de cunho preparatório para execução da atividade, por exemplo, avaliação preliminar de uma denúncia, escopo, equipe, plano de investigação; c) Reunião: produção do conhecimento através de ferramentas como OSINT, HUMINT, TECHINT; d) Processamento: compilação de evidências e submissão dos dados a métodos analíticos, por exemplo, Data Analytics, Power BI, KPI; e e) Difusão: apresentação dos resultados ou transmissão do conhecimento produzido ao tomador de decisão. Até o próximo capítulo.