
Diante da Lei está um guarda. Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas oguarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e perguntadepois se poderá entrar mais tarde. – ”É possível” – diz o guarda. – ”Mas não agora!”. O guardaafasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá dentro. Aover tal, o guarda ri-se e diz. – ”Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição.Contudo, repara, sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardascada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim”.Diante da Lei está um guarda. Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas oguarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e perguntadepois se poderá entrar mais tarde. – ”É possível” – diz o guarda. – ”Mas não agora!”. O guardaafasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá dentro. Aover tal, o guarda ri-se e diz. – ”Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição.Contudo, repara, sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardascada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim”. [...] Franz Kafka, parábola extraídas do livro O processo.