
Será que todo “eu te amo” significa realmente o que diz? O que, afinal, significa amar?Será que o amor é mesmo indefinível? E se for... essa indefinição não esvazia seu sentido e abre espaço para abusos em seu nome? Neste episódio, mergulhamos no pensamento potente de bell hooks, escritora negra norte-americana e uma das vozes mais influentes do feminismo negro contemporâneo. hooks nos convida a repensar o amor — não como um sentimento vago ou etéreo, mas como uma escolha, uma ação deliberada, um compromisso com o crescimento espiritual de si e do outro. Amar é um verbo, não um substantivo. A partir da definição inspirada em M. Scott Peck, discutimos por que amor e abuso não podem coexistir. Conversamos sobre as ambiguidades das experiências afetivas: o que significa sentir-se cuidado, mas não amado? O que nos faz ter medo da intimidade, mesmo quando desejamos conexão? A partir dessa definição, eu também me pergunto: o que é o amor diante da finitude da vida? Um ato que se mede não pelo resultado que produz, mas pelo empenho que exige — mesmo quando não há garantias. Prepare-se para uma conversa que vai transformar a forma como você entende o amor — nas relações, na história pessoal e na vida interior. 🟡 Um episódio para quem já amou, foi amado, se feriu — ou está tentando descobrir, com sinceridade, o que significa amar.