
Operação do MP e da Polícia Anticorrupção já deixou ao menos sete detidos; presidente disse que irá combater "máfias" Lucas Estanislau Caracas (Venezuela) | 21 de Março de 2023 às 10:44 O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite desta segunda-feira (20) uma reestruturação "nos níveis mais altos" do comando da estatal petroleira venezuelana PDVSA. O anúncio veio após o início de uma operação encabeçada pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Anticorrupção - criada por Maduro em 2014 - que já deixou pelo menos sete pessoas presas e motivou a renúncia do agora ex-ministro do Petróleo Tareck El Aissami. As suspeitas que deflagraram a operação é de desvio de dinheiro dos cofres da empresa. Segundo a imprensa local, três diretores da PDVSA já foram presos. Os casos fizeram com que Maduro convocasse uma reunião partidária na noite desta segunda-feira, da qual participaram também a vice-presidente, Delcy Rodríguez, e o presidente do Legislativo, Jorge Rodríguez. "Nós vamos limpar plenamente a PDVSA de todos esses mecanismos, de todas essas barbaridades, de toda essa gente que rouba dinheiro do povo, com medidas draconianas de reestruturação no mais alto nível", disse Maduro. O presidente ainda afirmou que já havia aceitado a renúncia do ministro do Petróleo para "apoiar, acompanhar e respaldar todo esse processo". ::Menos sanções, mais petróleo: o que significa o retorno da Chevron à Venezuela:: Outro detido por conta das investigações na PDVSA foi o diretor da Superintendência de Criptoativos da Venezuela, Joselit Ramirez, que já foi exonerado por Maduro. O Procurador Geral da República, Tareck William Saab, anunciou a criação de um grupo especial de procuradores para trabalhar nos casos e disse que não descarta a possibilidade de que mais prisões sejam efetuadas nos próximos dias. Outras prisões Além dos casos ligados à estatal petroleira, a operação do MP em conjunto com a Polícia Anticorrupção prendeu dois juízes de Caracas por um suposto caso de "corrupção judicial". ::Em busca de petróleo, Ocidente tenta se reaproximar da Venezuela:: O prefeito de Las Tejerias, Pedro Hernández, do partido governista, também foi detido no último final de semana. Ele é acusado de um suposto envolvimento com grupos paramilitares da região. Edição: Patrícia de Matos RELACIONADAS Venezuela: Em disputa com empresário, movimento camponês denuncia assassinato de liderança Petroleiras transnacionais e países do Caribe querem que EUA aliviem sanções à Venezuela Crescendo, mas ameaçada pela inflação: quais os desafios econômicos da Venezuela em 2023 Após "parlamento" paralelo renovar mandato, MP venezuelano pede prisão de ex-deputadas OUTRAS NOTÍCIAS Ajudante de ordens seria operador de caixa 2 de Bolsonaro no Planalto, diz site Bolsolão do asfalto: cartel fraudou mais de um bilhão em licitações na Codevasf, aponta TCU O que se sabe sobre a “organização criminosa” no MEC, segundo o Ministério Público Federal