
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, não compareceu à audiência pública da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados organizada para debater a crise institucional no órgão, após a demissão coletiva de três diretores da instituição, ocorrida em março de 2021. Porém, no momento da reunião, Sérgio Camargo publicou em sua conta no Twitter ofensas à deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que coordenava os debates. Deputadas da Comissão de Cultura e outros debatedores pediram a saída imediata de Sérgio Camargo da presidência da fundação. Benedita da Silva leu as publicações de Sérgio Camargo e rebateu as críticas. "Sérgio Camargo: Não me sento à mesa para dialogar com pretos racistas. Benedita da Silva me chama de 'capitão-do-mato a mando do Bolsonaro'. Vá procurar sua turma! Não existe crise institucional na Palmares! Tuitou isso. Crise institucional é que eu cortei a mamata da negrada vitimista e artistas queridinhos da militância. Este é o homem que está na presidência da Fundação Cultural Palmares." A deputada Érika Kokay (PT-DF) também classificou Sérgio Camargo de racista e capitão-do-mato. Ela afirmou que vai denunciar o presidente da Fundação Palmares à Procuradoria da Câmara, por suas manifestações na mídia social, e vai pedir uma diligência para avaliar as condições do acervo cultural da instituição. "Nós temos um acervo, que é um acervo com obras de arte, com presentes de Mandela, que foi tudo encaixotado, e eu não sei onde está agora. Eu não sei como está. Foi jogado em caixotes, em prédios que tinham umidade. Então isso é um desrespeito com o povo brasileiro." Benedita da Silva disse que, na próxima audiência pública, Sérgio Camargo será convocado. Isso quer dizer que ele terá a obrigação legal de comparecer na Câmara dos Deputados. Da Rádio Câmara, de Brasília, Francisco Brandão