
No episódio 126 do Psicanálise e Cultura, Sandro Cavallote propõe uma reflexão direta e necessária: por que a psicanálise não dá conselhos — e por que ela também não precisa de um Conselho regulador. Partindo da palavra “conselho”, o episódio percorre dois eixos centrais da ética psicanalítica. De um lado, a recusa do analista em ocupar o lugar daquele que sabe o que é melhor para o outro, sustentando a aposta no desejo e na responsabilidade subjetiva. De outro, o debate contemporâneo no Brasil sobre a criação de um Conselho Federal de Psicanálise e os riscos da normatização de uma prática fundada no singular, no caso a caso e na transmissão viva. Ao longo do episódio, discutem-se temas como: a diferença entre escuta e orientação, a função ética da não-sugestão na clínica, a formação do analista para além de diplomas e grades curriculares, a implicação subjetiva como eixo da prática psicanalítica, e a regulação feita pelos pares, pelas escolas e pela própria experiência clínica. Em uma cultura ávida por respostas prontas, garantias e manuais de conduta, este episódio é um convite a sustentar a falta de garantias — tanto na vida quanto na clínica — como condição para o desejo, a responsabilidade e a invenção. 🎧 Um episódio para quem se interessa por psicanálise, ética, formação clínica e pelos impasses contemporâneos entre singularidade e regulamentação. Aperte o play e siga conosco nessa jornada.