
Psicanálise na vida real. Jung: o psicanalisa de Freud. Pegando o sujeito pelo verso do seu discurso. Narciso surpreendido na sua contradição. A doença da imagem. A vaidade de Narciso: teme confessar seus crimes. Ou teme que seus crimes sejam revelados fora de contexto. Narciso teme ser denunciado para si mesmo. O temor do erro: o julgamento. A filosofia da moral: se você erra, você é uma pessoa errada. A psicanálise funciona também fora do divã. O espaço de um lapso – na falha do discurso. “Falo ou não falo, faço ou não faço”. Narciso hesita: o que ele vai achar de mim se eu falar para ele o que ando fazendo. Existe psicanálise fora da psicanálise na relação entre as pessoas: No desmascaramento da mascarada. A explosão como solução louca. -Diante da morte, não minto, tua mãe. Ou mente: -Prefiro morrer para salvar para mim mesma a minha imagem. “No dia 28 de março, uma senhora de sessenta e dois anos, Maria G., teria sido acusada por um vigia de supermercado de roubar um potinho de creme de leite e teria sido revistada diante dos outros clientes. O texto prossegue: Maria voltou para casa. Ela não falou de sua desventura com ninguém. No dia 10 de abril, ela foi ver o túmulo de seus pais. Na volta, passou perto do canal no qual acabam de repescar e identificar seu corpo. Ela havia deixado um bilhete para seu filho: “Roland, eu não cometi o roubo do potinho de creme do qual me acusam os pilantras do supermercado. Juro sobre a cabeça de meus netos. Diante da morte, não minto. Tua mãe” (Calle, 2003: 275). O Escritor Terrorista.