
O Narcisismo foi o grande erro de Freud. Freud tão obcecado estava pelo positivismo, pela ciência, em uma época que Augusto Comte inventou o Positivismo, a objetividade do mundo, a nomeação das coisas, o nominalismo, que Freud, obcecado por essa ideia de ciências, criou a ciência do psiquismo. Onde ele considerava que seria suficiente a pessoa nomear as coisas, encontrar o seu objeto na realidade, seu objeto de amor, objeto de ocupação, objeto de realização pessoal, social, que resolvendo isso, a vaidade dela estaria resolvida, o Narcisismo dela estaria contornado, ela teria sucesso pessoal, reconhecimento social, e isso seria suficiente para sair da neurose, da doença. Veja só o erro de Freud! Pois, nesse mesmo período, em 1879, no auge da carreira, no sucesso total, que era o caso de Tolstoi, ele mergulhou numa crise de suicídio, depressão, melancolia, e escreveu Uma Confissão, confessando a dificuldade do Eu. E a dificuldade do Eu não é coisa recente. Data do período do surgimento da humanidade. O Eu quando surge lúcido e consciente de sua realização no mundo, dos seus limites, ele é um Eu em conflito. Então, o Positivismo mais confundiu que ajudou o Freud, a ciência foi uma perturbação ao próprio Freud. É impossível que a solução da psicologia da mente humana fosse a pessoa encontrar o seu objeto de realização pessoal na realidade. Seria reduzir demais a existência do homem no mundo: Que ele tivesse um matrimônio, que ele bebesse whisky, que ele tivesse carro, uma posição social, e que isso resolvesse a neurose humana. Olha só aonde Freud foi errar! Freud foi errar justamente na vaidade, que é o primeiro pecado capital apontado pelo evangelho. Todos os demais pecados, erros do ser humano, decorrem do erro Narcísico.