
O que você não sabe sobre a Ansiedade: A ansiedade vai diminuir naturalmente a menos que seja ativada uma mentalidade ansiosa que garanta sua ocorrência repetida e manutenção. Pensamentos e imagens automáticos que exageram (i.e., superestimam) a probabilidade e a severidade de ameaças ou perigos em situações cotidianas comuns (i.e., pensamento catastrófico ou perigoso) é o medo básico que subjaz à manutenção da ansiedade. Pessoas ansiosas tendem a pensar que são fracas, impotentes e vulneráveis, e por isso elas subestimam sua capacidade de lidar com suas preocupações temerosas. Quando ansiosas, as pessoas tendem a cometer uma série de erros de pensamento e assim permanecem seletivamente concentradas em ameaça e perigo. Ao longo do tempo, pessoas ansiosas desenvolvem uma intolerância à ansiedade e aos seus sintomas físicos e um senso de incerteza, tornando-se “ansiosas a respeito de estarem ansiosas”. Pessoas ansiosas com frequência não toleram a incerteza e sentem grande desconforto em situações novas ou não familiares, o que pode levar a uma vida que lhes parece uma “morte por tédio”. Fuga e evitação são as estratégias de enfrentamento inúteis mais comuns associadas à manutenção da ansiedade. Pessoas ansiosas com frequência utilizam estratégias de busca de segurança inadequadas para obter alívio imediato da ansiedade e restabelecer uma sensação de conforto e segurança. A preocupação é uma característica comum da manutenção da ansiedade que contribui para uma preocupação com ameaça e perigo. Referências: CLARK, D.; BECK, A. Terapia cognitiva para os transtornos de ansiedade. Porto Alegre: Artmed, 2012. DUGAS, M. J.; ROBICHAUD, M. Tratamento cognitivo-comportamental para o transtorno de ansiedade generalizada: da ciência para prática. Rio de Janeiro: Cognitiva, 2009. RANGÉ, B. Psicoterapias cognitivo-comportamentais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed 2011.