
"Eu dormia, mas o meu coração velava; eis a voz do meu amado, que está batendo: Abre-me, minha irmã, querida minha, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos, das gotas da noite. Já despi a minha túnica, hei de vesti-la outra vez? Já lavei os pés, tornarei a sujá-los? O meu amado meteu a mão por uma fresta, e o meu coração se comoveu por amor dele. Levantei-me para abrir ao meu amado; as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos mirra preciosa sobre a maçaneta do ferrolho. Abri ao meu amado, mas já ele se retirara e tinha ido embora; a minha alma se derreteu quando, antes, ele me falou; busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu. Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade; espancaram-me e feriram-me; tiraram-me o manto os guardas dos muros. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amado, que lhe direis? Que desfaleço de amor." Cânticos 5:2-8 A grande lição que extraímos desse texto está no versículo 8. Quando uma pessoa ama seu cônjuge, ela não é egoísta, e é capaz de comunicar seus sentimentos. O verdadeiro amor procura sempre a reconciliação e encara o relacionamento sexual como uma oportunidade de sentir prazer e não como uma obrigação ou um trunfo usado para manipular ou punir o parceiro. Muitas vezes , a vida corrida do casal pode interferir e prejudicar o seu relacionamento conjugal e sexual. Talvez por isso, mas não somente por isso, todos os casais se desentendem às vezes, mas sempre devem procurar a reconciliação e conversar abertamente a respeito do acontecimento que gerou o conflito, O amor deve ser o termômetro do relacionamento do casal. Que Deus te abençoe.