
Como as pessoas estão se sentindo sem as redes de apoio durante a pandemia é o tema do quarto episódio do podcast "Que tal um mate?" O dia a dia em casa, o cuidado com os filhos, a distribuição de tarefas e os sentimentos causados pelo distanciamento social foram alguns dos assuntos abordados nesta edição do podcast Que tal um mate? Realizado pelo Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional – ASSSAN Círculo, o conteúdo já está disponível no YouTube e Spotify. Um bate-papo franco entre quatro mulheres, mães e profissionais mostrou as angústias, as sobrecargas e o lado positivo desta nova forma de viver, na qual o tempo não é mais o mesmo. Conduzido pela professora Gabriela Coelho de Souza, o episódio teve como convidadas a Cientista social, educadora e integrante do Grupo de Estudos Laboratório Urgente de Teorias Armadas (o LUTA), Dirce Cristina de Christo; a artista, professora e integrante do Coletivo Maria da Paz, Luzia Ferlauto e a psicóloga e coordenadora do projeto Aldeinha, que fica no espaço Vila Flores, Carô Ribeiro. Para trazer a visão masculina e profissional sobre o assunto, o psicólogo, analista junguiano e integrante do Coletivo Maria da Paz, Rafael Giordano, também participou do podcast e deu dicas de como manter o equilíbrio emocional num momento tão peculiar e desafiador quanto este de pandemia. "A gente tem que ter a humildade de ver que não precisamos ser um super homem ou uma super mulher. A gente pode ficar observando as nossas dificuldades e fazer as pazes com elas", ressaltou. A coordenação do podcast “Que tal um mate?” é da professora Gabriela Coelho de Souza e de Danielle Finamor. A produção é de Jaqueline Patricia Silveira e Silvana Granja, a vinheta e a edição de áudio são do Pedro Dubois e a identidade visual é da Helena de Lima Muller. Sobre o Que tal um mate? O podcast, que busca trazer informações técnicas e científicas de forma acessível e aplicada, nasceu da cultura do Sul da América Latina, onde pessoas se sentam em uma roda de conversa para compartilhar uma cuia de mate. Esses são costumes que vêm dos indígenas, principalmente dos Guaranis e dos Quéchuas. Entretanto, o compartilhamento de utensílios e a aproximação de pessoas são pautas extremamente importantes em tempos de pandemia e devem ser feitas respeitando as determinações médicas e das autoridades locais. A ideia é aproveitar para pensar, também, no contexto dos povos das comunidades tradicionais. O objetivo é abordar informações relevantes para a comunidade, explorando os temas de interesse do ASSSAN Círculo, que é ligado ao Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (CISADE) e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Interessados em contribuir com sugestões de temas e entrevistados para os próximos episódios podem enviar e-mail para: nesan@ufrgs.br. Referência citada no episódio: ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.