
No Brasil se tornou corriqueiro e banal a morte de jovens pretos nas favelas e comunidades pela Polícia. Essa ação é uma nacropolitica e genocídio da população jovem NEGRA com base no racismo. Os operadores do direito utilizam o critério " suspeito pela cor". “A estrutura punitiva no Brasil é fundada sob uma perspectiva racista. Ela sempre foi, e continua sendo, a perpetuação de um mecanismo de controle de uma parte da população que até outro dia era tida como mercadoria”, diz Araújo, que também faz parte da Rede Feminista de Juristas. Ainda segundo ela, quem perde é a sociedade como um todo. “Quando já temos pessoas que nascem carregando em si a imagem de um alvo, percebemos que elas são marcadas para morrer e não para esperançar”, reflete. “Para mudar essa estrutura, precisamos de uma tomada de consciência dos privilégios. Todo mundo reconhece que o racismo existe, mas ninguém se reconhece como racista. Essa conta não fecha.”