
O mundo precisa melhorar para mulheres e meninas. Partimos desse pressuposto, às vésperas de mais um 8 de março, para tentar entender de onde vem essa onda de violência que parece nos perseguir em cada esquina e em cada notificação de celular. Nunca esteve tão difícil ser mulher em um ambiente que exige vigilância total e que trata a nossa segurança como um problema individual, um curso de sobrevivência que a gente nunca escolheu fazer. No episódio de hoje, usamos a frase da francesa Gisèle Pelicot como um grito para que a vergonha e a culpa finalmente mudem de endereço. Investigamos como a internet deu megafone para o ódio e como o controle sobre os nossos corpos tem mudado de formato. Também exercitamos — e te convidamos a exercitar — uma imaginação que devolva a paz para as nossas vidas. É um convite para nomear os mecanismos que tentam nos diminuir e para conversar sobre mundos possíveis onde a gente possa, finalmente, caber em um mundo que nos respeite e nos celebre.