
Chico apresenta a africanidade da música popular brasileira, a partir de um arranjo instrumental diferenciado. Suas composições evidenciam virtuosidade, que insere com originalidade o piano em contraste com a instrumentação do samba. Esse comportamento musical dialoga com a bossa nova de Tom Jobim. Nessa competência musical o Chico Buarque denúncia as relações autoritárias do poder, que querem furtar o nosso destino, na tentativa de leva-lo para o seu lugar de dominação. Mas, encontra a nossa resistência, remando contra correnteza autoritária, que é sempre estranha ao nosso coração.