
Marisa interpreta com ternura a imprevisibilidade do amor que em razão da sua polissemia na multiplicidade existencial, não é percebida a monoculturalidade cartesiana da lógica acumulativa do capitalismo eurocaucasiano. Por outro lado, a doçura da levada do samba da Marisa traz uma espontaneidade miscigênica, revelando equilíbrio entre o conteúdo e a forma, cuja sedução estética da corporalidade afrodescendente aponta para abertura na amplitude holística do amor. Rompendo com monismo eurocêntrico.