
Nas últimas eleições presidenciais brasileiras, a religião deixou de ocupar os templos e passou a disputar o espaço nos palanques. O sociólogo e autor do livro “Deus das Urnas - evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil”, Alexandre Landim, conversou com Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político. Landim explica que a pesquisa sobre o comportamento desses brasileiros nas urnas vai de 1989 a 2022. Ele afirma que a religião sempre esteve presente com mais um menos relevância. Que o ponto de inflexão foi 2010, com o debate sobre aborto e símbolos religiosos em locais públicos. Lembra que a imagem da padroeira do Brasil, N. Sra. Aparecida, foi usada em 2010 e 2026. E que há hoje um aprofundamento dos evangélicos à direita e católicos mais à esquerda. Alexandre Landim também pondera que a religião ajuda a compreender a escolha dos eleitos, mas não explica tudo.