
Episódio 6 – Cordas dedilhadas no tempo com Alexandre Ribeiro e Flávia Prando Apresentação: Jefferson Motta Neste episódio, conversamos com o violonista, pesquisador, professor, theorbista e especialista em cordas dedilhadas antigas Alexandre Ribeiro e a violonista, pesquisadora, doutora e mestre em música Flávia Prando. Nessa conversa, os mediadores dos saraus “Cordas dedilhadas antigas” e “Encontros violonísticos” contam um pouco da experiência de participar da programação do projeto e compartilham algumas vivências com Ronoel Simões e sua coleção. Com patrocínio da Petrobras por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet e Ministério da Cultura e realização da Associação dos Amigos do Centro Cultural São Paulo (AACCSP) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, além da programação que celebra esse patrimônio histórico-cultural de relevância internacional, o projeto viabilizou a adequação de uma sala exclusiva para a coleção, a aquisição de arquivos deslizantes e está realizando o tratamento, digitalização e catalogação de mais de 3 mil itens sonoros que integram a Coleção, tornando-os acessíveis a pesquisadores e público geral. O investimento soma-se a outros já realizados pela Petrobras ao longo dos últimos 20 anos no Centro Cultural São Paulo, equipamento multidisciplinar referência na cidade, como a construção da rampa que liga o centro cultural ao metrô Vergueiro, ações de preservação, informatização, digitalização de acervos e coleções únicas no país, gravações sonoras e audiovisuais, edições de partituras, apresentações musicais inéditas, entre outras ações. A Coleção Ronoel Simões A Coleção Ronoel Simões, acervo especial pertencente à Discoteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo, reúne amplo conjunto documental e musical coletado durante aproximadamente 70 anos pelo próprio Ronoel Simões (1919-2010), violonista e pesquisador reconhecido mundialmente pela sua atuação no meio violonístico e pela reunião de um dos mais importantes arquivos musicais sobre o instrumento. Ronoel Simões foi personagem que ao longo de décadas viabilizou o acesso a materiais para estudantes, profissionais e diletantes, fomentou novas produções, realizou saraus, produziu conteúdo para os veículos de comunicação disponíveis à época, dentre outras atividades. As preciosidades de seu acervo (que inclui documentos de Agustín Barrios, Américo Jacomino, o Canhoto e Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto), motivaram consultas ao acervo por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O acervo, vasto, único e representativo, se destaca inclusive pela variedade da tipologia documental reunida, e figura entre os mais volumosos conjuntos documentais sobre o assunto. O resultado da atuação e empenho de Ronoel Simões como colecionador e profundo conhecedor do violão teve tal proporção que seu nome – e legado – representa, sem dúvidas, a grande fonte documental sobre o violão no século XX, no período precedente à era da Internet. A Coleção Ronoel Simões está sob a guarda do Centro Cultural São Paulo e integra as coleções especiais do acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga. A instituição tem dedicado inúmeros esforços para o processamento e salvaguarda de seus variados tipos documentais, dentre eles, discos de acetato, 78 rpm, 45 rpm, discos compactos, LP em 33 rpm, fitas magnéticas de rolo, fitas k7, fitas VHS, Cd’s e Dvd’s, além de partituras, álbuns, métodos, álbuns com recortes de jornais, fotografias, periódicos, catálogos, livros, entre outros.