
O Parque Municipal Morro do Céu, em Criciúma, voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (23), e agora com necessidade de intervenção policial. O movimento Salve o Morro do Céu acionou a Polícia Militar para paralisar as obras de cercamento que estavam sendo realizadas no local. Uma empresa terceirizada, contratada pela Prefeitura de Criciúma, estava executando o serviço, o que descumpria uma liminar judicial, que impede a intervenção no ponto. O ativista e integrante do movimento Júlio Bittencourt conta o que ocorreu e disse que a atividade da empresa contratada pela Prefeitura já estava acontecendo há alguns dias. “Fomos surpreendidos com a denúncia de que o cercamento estava acontecendo. Nos foi concedida uma liminar por meio de Ação Popular a cerca de duas semanas, determinando que nenhuma intervenção no morro poderia ser feita. Fomos até lá e constatamos a presença de quatro trabalhadores. Fomos com a liminar e acionamos a Polícia Militar”, descreveu. Em fevereiro deste ano, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei que determinou a revogação da Lei Municipal que criava o Parque do Morro do Céu. O principal objetivo da revogação foi evitar o pagamento de indenizações de R$150 milhões para proprietários de terras no local onde hoje fica o Parque. Depois que a Prefeitura devolveu as terras para os proprietários, 30% do Morro do Céu continua sendo do município e eram essas as áreas que estavam sendo cercadas. “Vamos encaminhar para a assessoria jurídica do movimento que vai tomar as devidas ações com relação a esse descumprimento. O mais importante é que a obra está paralisada”, afirmou Bittencourt. Procurada, a Prefeitura de Criciúma não se manifestou sobre o episódio até o encerramento desta reportagem. Ouça abaixo a reportagem completa: