
A Epagri/Ciram emitiu um comunicado nesta segunda-feira (16) informando que uma intensa massa de ar frio de origem polar está avançando da Argentina em direção ao Sul do Brasil. Esse fenômeno deve provocar o declínio acentuado da temperatura no nosso estado. Essa é considerada a primeira onda de frio de 2022, que vai manter as baixas temperaturas em Santa Catarina até o próximo sábado (21), inclusive favorecendo a condição de neve ou chuva congelada e geada. Essa condição de frio intenso acende o sinal de alerta na agricultura, que já sofreu maus bocados com os dias sequentes de chuva no começo do mês. Só nas regiões Carbonífera e do Extremo Sul, o prejuízo nesse período foi de R$ 10 milhões. Para evitar mais problemas, agora com o frio, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) deixa algumas orientações aos agricultores. “Nessa questão de alimentação e trato com os animais, também há de se considerar que é uma época em que é esperada esse tipo de atividade de frio, principalmente em prever as alimentações para os animais. Também temos que ficar de olho, porque tem previsão de geada, mas para a nossa região, não vai ser igual aquele frio que aconteceu no ano passado”, observa o gerente regional de Criciúma, Edson Borba. Não só o clima mais ameno deve preocupar, mas os ventos também podem provocar alguns problemas. Segundo o meteorologista Ronaldo Coutinho, já houve estações registrando ventos de 80 km/h e, em algumas cidades, deve passar dos 50 km/h ao longo da semana. Os fortes ventos previstos também alertam a Celesc quanto a segurança da rede elétrica. Zulnei Casagrande, gerente do Núcleo Sul da empresa, disse que a empresa monitora a situação climática e garantiu que a Celesc está pronta para atender qualquer ocorrência. Casagrande ainda deixa dicas para os consumidores para esses dias ventosos e a relação com as redes elétricas. “O que mais acontece nos vendavais são postes caídos e cabos partidos. Pedimos para a comunidade não se aproximar nem dos postes, nem dos fios que estejam no chão e procurar, na medida do possível, acionar a Celesc”, alerta. “Podemos ter muitas ocorrências, nossa central telefônica, muito provavelmente, acaba congestionando, mas é uma situação adversa e pedimos paciência. Temos tecnologia para identificar todas as faltas de energia, mesmo sem o contato do consumidor”, completou Casagrande. Ouça abaixo o boletim completo: