
No princípio não havia distinção entre animais, homens e plantas: tudo falava. Também não havia trevas. Para cada etnia uma nova leitura e interpretação do surgimento da noite. As narrativas exprimem uma concepção trágica, ou heróica da vida, sempre com uma visão bem humorada ou escatológica, ficando o leitor muitas vezes surpreendido com as reviravoltas das histórias, próprias de um universo primitivo e mítico, onde não cabem as explicações sobre justificativas psicológicas, típicas da nossa sociedade contemporânea. Couto de Magalhães não indica a procedência desta lenda, mas, conforme Herbert Baldus (Lendas dos Índios do Brasil, primeira edição - Editora Brasiliense Ltda, numa afirmação de Curt Nimuendaju, o dialeto tupi no qual foi contada é a língua geral do Pará. Ficha Técnica: Projeto: É Bossa Espaço de Arte Idealização e Pesquisa: Giulia Luuka Produção: Estúdio Art 23 Sonoplastia: Happy Day Produções Artísticas Trilha sonora: Helinho Godoy Abertura: Meire Kovalski Edição e finalizações: André Filipe Correia Narração da Lenda Como a noite apareceu: Kézia Bastos