
Nesta edição, Pílulas de Informação se debruça sobre o risco de vida em gestações de crianças menores de 14 anos, motivado pelo caso da menina de 11 anos de Santa Catarina, estuprada e grávida e que teve o seu direito ao aborto legal negado pelo Hospital e pela Justiça do estado. O episódio traz entrevistas com Lia Manso, gestora de Projetos em Criola, Luiza Cadioli, médica de família e comunidade do SUS e integrante do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e Camila Mafioletti Daltoé, bacharel em direito, mestra em Estudos de Gênero e responsável pela coleta de dados do estudo “Estupro Presumido no Brasil”, da Rede Feminista de Saúde. O estudo indica que a razão da mortalidade materna é maior entre meninas até 14 anos. Enquanto para a média de todas as faixas etárias é de 57 mulheres mortas a cada 100 mil nascidos vivos, entre meninas foi de 63 meninas mortas para cada 100 mil nascidos. A gravidez de crianças menores de 14 anos é um silêncio criminoso no Brasil. Além de falhar em prevenir o estupro, o Estado se omite e dificulta o acesso dessas meninas ao aborto legal, colocando milhares de meninas em risco de vida todos os anos. 📌 Referências usadas no Podcast: Rede Feminista de Saúde – Estudo "Estupro presumido no Brasil - Caracterização de meninas mães no país, em um período de dez anos (2010-2019), com detalhamento pelas cinco regiões geográficas e estados brasileiros”. 2021. Disponível em: https://redesaude.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Estudo-meninas-maes.pdf. FEBRASGO. Nota informativa aos tocoginecologistas brasileiros sobre o aborto legal na gestação decorrente de estupro de vulnerável. 22 DE Junho de 2022. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1470-nota-informativa-aos-tocoginecologistas-brasileiros-sobre-o-aborto-legal-na-gestacao-decorrente-de-estupro-de-vulneravel Ficha técnica: Pesquisa, produção e roteiro: Morgani Guzzo Edição: Polly Policarpo Vinheta: Janine Mathias Locução: Claudia Sobieski Apoio e colaboração: Leina Peres e Vanessa Silva Idealização: Grupo de Comunicação da Rede Feminista de Saúde