
GRANDE ENCONTRO DE FINAL DE ANO DAS MOCIDADES ESPIRITAS. DMI Franca é o Departamento de Mocidade da USE | União das Sociedades Espíritas Intermunicipal Franca Perdoa-te Conta-se que, quando Maria de Magdala deixou-se penetrar pela mensagem do Suave Rabi da Galiléia, uma onda de questionamentos lhe invadiu a alma. Ela, a grande pecadora, que buscava o amor de forma equivocada na tentativa de preencher o vazio da alma, diante da proposta de amor que aquele Homem singular lhe apresentava, pôs-se a meditar e sentiu-se uma mulher em escombros. Num lindo dia, daqueles em que a brisa da primavera traz consigo o perfume das flores para suavizar os caminhos dos que se debatem pelas estradas terrenas, ela travou um diálogo singular com o Messias de Nazaré. Abriu seu coração ao Amigo, dizendo que era um trapo de mulher e que seria difícil ser aceita por Deus, já que cometera tantos desatinos. Por onde começar, ou recomeçar? O Mestre, com o olhar sempre compassivo, apontou pela janela um determinado quadro e lhe perguntou: O que vês lá, minha filha? Ela observou o quadro e respondeu: Vejo uma casa em ruínas, Senhor. E então, não vês que ela está recoberta com lindos ramos e flores? Se Deus lança sobre os escombros de uma casa em ruínas as formosas buganvilles, o que não lançará sobre um de seus filhos que queira renovar a paisagem íntima? Naquele instante, os olhos de Maria se encheram de lágrimas, sinceramente brotadas das profundezas da alma. Uma onda diferente a invadiu. Era como se um suave perfume penetrasse sua intimidade abrindo um horizonte novo: a esperança nascia. Revitalizada pelas palavras do Profeta de Nazaré, Maria de Magdala logo deu início à obra de redenção particular. Entendia agora o que Jesus quis dizer com as flores recobrindo a casa em ruínas. Sentia que era a oportunidade bendita que a Misericórdia Divina lhe oferecia para refazer os caminhos equivocados. Passou a atender os sofredores, os desalentados, os mortos-vivos corroídos pela lepra. Nesse ministério, na medida em que aliviava o sofrimento alheio, Deus lhe supria as forças e lhe iluminava a alma. Foi assim que a mulher equivocada conseguiu superar as dificuldades do caminho, superando-se a si mesma. Foi assim que Maria de Magdala conseguiu perdoar-se. Conseguiu empreender a caminhada para a felicidade que Jesus afirmou ser possível a todos, com as palavras: Quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo e siga-me. Ela negou-se a si mesma, esqueceu as carências e apostou tudo na felicidade que haveria de vir logo mais. E conseguiu seu intento. * * * Se, às vezes, você se sentir como se estivesse em escombros, lembre-se da afirmativa de Jesus: Se Deus recobre com flores perfumadas uma casa em ruínas, o que não lançará sobre um de Seus filhos que queira mudar a paisagem íntima? Deus nos oferece sempre uma nova chance de acerto. Enfeita a nossa vida com as belezas naturais. Permite o perfume das flores, o canto dos pássaros, a amizade sincera, a companhia dos afetos. A nós só resta a decisão firme de mudar a nossa paisagem interior. Assim sendo, roguemos a Deus que nos sustente as forças e comecemos, sem demora, essa nobre empreitada. Redação do Momento Espírita