
Muito do que somos é pautado no nosso entorno. As visões do outro sempre trazem um pouco de nós mesmos, então, ter sido criado em meio a um bairro operário, plantado ao lado de uma indústria siderúrgica (a antiga SBM em Barra Mansa), em muito formatou minha auto concepção racial e de classe, aliás, hipertrofiou minha visão de classe. Ir para os Estados Unidos, ser retirado desse entorno formativo e ser negro me fez refletir sobre várias questões no Brasil (raça e classe, colorismo, marcas genotípicas e fenotípicas, pós-abolição e classe trabalhadora, etc). Isso mudou minha cabeça, minha autoclassificação racial, além de rever minha árvore genealógica e reconstruir a tese de doutorado que estava em andamento. Essa é a história que pretendo contar hoje, uma história muito pautada em minha “cegueira pública” para o racismo estrutural, institucional e individual que vivemos. Tenho quase certeza que posso chamar essa minha “cegueira pública” de nossa! Escutem, mandem mensagem (leoangelo.prof@gmail.com), sigam o canal e compartilhem!