
Alerta de gatilho: Este episódio traz relatos de violência sexual e sofrimento psicológico. Santa Catarina é considerado um dos estados com melhor qualidade de vida do país. Mas também está entre os que registram as maiores taxas de estupro. Essa contradição existe porque o estupro não é uma violência isolada — ele é sustentado por uma cultura que silencia, normaliza e culpa quem sofre. A maioria dos estupros não acontece na rua. Acontece dentro de casa. Principalmente com crianças. E, na maior parte dos casos, o agressor é alguém conhecido. Então por que ainda é tão difícil reconhecer essa realidade? Neste episódio, discuto os fatores históricos, sociais e simbólicos que sustentam a cultura do estupro em Santa Catarina e em como ela se manifesta no cotidiano, nas relações e nas estruturas que deveriam proteger. Créditos: Essa reportagem em áudio é um Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina produzido e defendido em dezembro de 2025. Os episódios foram gravados nos estúdios do Laboratório de Áudio e Radiojornalismo do Departamento de Jornalismo da UFSC. Participaram do episódio: Victor Lebarbenchon, Rafael Cardoso, Ibrahim Khan e Carlos Locatelli como vozes dos comentários da internet, Maria Antônia Gomez como Giovana e Flávia Dreher como Vanessa. As músicas utilizadas são de bancos gratuitos de áudio e da banda Mulamba, cedidas pelas próprias artistas para utilização neste trabalho. Trechos de audiência retirados do Intercept Brasil. Produção, roteirização, locução e edição por Danielly Alves. Técnica de Roque Bezerra. Orientação da Professora Isabel Colucci.