
Compreender a realidade brasileira, na visão de Milton Santos, seria possível somente se a intelectualidade do país se voltasse para a própria realidade, sem importar teorias, sem usar outras nações como referência (sobretudo as do “primeiro mundo” - ou o que chamamos hoje de Norte Global). Por isso ele se debruçou sobre as noções de espaço geográfico e território, fornecendo um constructo teórico aberto às dimensões humanas e em disputa na sociedade. Para entender o que significou esse movimento, na terceira reportagem da série em homenagem ao centenário do geógrafo, recorremos à experiência dos docentes Cátia Antônia e Matheus Grandi, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Reportagem: Brenno Almeida Edição: Brenno Almeida e Thiago Kropf