
A pesquisa “Sorovariedades de Leptospira sp. Circulantes em Duas Espécies de Peixes Neotropicais em Área Lacustre Maranhense, Brasil” foi conduzida pela Mestre em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela Universidade Estadual doMaranhão (UEMA), Izabela Alves Paiva. A proposta foi analisar as diferentes variações da bactéria Leptospira sp., bactéria causadora da leptospirose, em duas espécies de peixe: acará preto e jeju. Para isso, a pesquisadora capturou 42 exemplares vivos, 21 de cada espécie, e observou a presença dessa bactéria em laboratório a partir de amostras sanguíneas. As amostras foram coletadas na Comunidade Quilombola de Ponta Bonita, em Anajatuba, a 130 km de São Luís. Os resultados constataram que os lagos presentes na comunidade quilombola são favoráveis à sobrevivência dabactéria. Também foram detectadas 11 sorovariedades diferentes da bactéria. O estudo também produziu um guia orientativo para auxiliar na discussão e elaboração de estratégias de controle da leptospirose em áreas quilombolas, principalmente naquelas em que estabelecem forte ligação com a pesca artesanal. “Pesquisar essas doenças infecciosas é importante porque conseguimos garantir análise não só da cadeira terrestre, mas também da cadeia aquática. Então entender como essesmicrorganismos - sejam eles de origem viral, bacteriana, parasitária ou fúngica - se comportam nesses peixes é relevante para garantir um alimento seguro para essas comunidades e para toda a população que consome organismos aquáticos, como peixes e camarões”, diz Izabela. A pesquisa conquistou o Prêmio Fapema 2024, na categoria Dissertação de Mestrado - Área: Ciências Agrárias.