
Gênesis 3 #rpsp Deus disse ao primeiro casal que comesse de todas as árvores, menos de uma. No entanto, a velha cobra, chamada Diabo ou Satanás (Apocalipse 12.9), garantiu que todas as frutas podiam ser comidas. O primeiro casal decidiu ouvir a segunda voz (de Satanás) e não a primeira (de Deus). Vivemos cercado de vozes. Entre elas, contudo, ouvimos a cristalina voz de Deus. Ser feliz é escolher ouvir a voz de Deus. As outras vozes podem ser ouvidas, mas só devem ser atendidas se estiverem de acordo com a voz original, a voz de Deus, em sua Palavra. Estamos diante de uma promessa, a primeira da Bíblia sobre a salvação. Entendamos. Quando o homem caiu, ele saiu da presença de Deus. Quando caiu, ele negou a natureza de sua criação, que era viver em harmonia com Deus, com a natureza, consigo mesmo e com os demais seres humanos. O fato concreto e indiscutível é que todo ser humano é escravo das consequências da queda original, queda que é atualizada por todos os seres humanos quando também escolhem pecar e se afastar de Deus. A culpa existe e resultou da ação humana de rejeitar a Deus. No entanto, Jesus veio para assumir uma culpa que não tinha, porque essa culpa era nossa, e nos livrar das consequências da queda. A pergunta que muitos fazem é: “Pode alguém morrer por outrem?” Pela lógica humana, não. A lógica divina, porém, é outra. Com a queda, o homem renunciou ao companheirismo divino e preferiu outros companheiros. O homem se aliou ao inimigo, e este o escravizou. Com a chegada do Messias Jesus, o próprio Deus veio para ferir de morte esse inimigo e permitir a vida aos seus filhos. O máximo que a cobra consegue, porque é baixa, é ferir o calcanhar, mas, Jesus, do alto da cruz, lhe fere a cabeça. Tira-lhe a força. Aniquila-lhe o poder. O destino do inimigo de Deus e da nossa alma está selado. Embora vá ferir a descendência humana no calcanhar, ele será ferido mortalmente na cabeça. Jesus foi ferido no calcanhar ao ser levado à cruz. O crime que parecia o seu fim teve o desfecho que conhecemos: na cruz, ele levou as nossas enfermidades; no túmulo, ele venceu a morte; no Pentecostes, ele deixou o Espírito Santo para nos conduzir. Na verdade, foi na cruz que Jesus Cristo feriu de morte a cobra. Ela ainda cambaleia por aí, ameaçando-nos, mas sua morte é uma questão de tempo. E que fazemos com o pecado? Diante do pecado, podemos simplesmente achar que ele não existe ou corajosamente reconhecê-lo como parte da nossa vida. Diante do pecado, podemos simplesmente explicá-lo como um exercício de liberdade ou corajosamente pedir, realmente arrependidos, perdão a Deus por tê-lo cometido. Diante do pecado, podemos simplesmente pretender que Deus não nos “culpa” ou corajosamente aceitar o seu perdão. Diante do pecado, podemos simplesmente carregar a culpa para sempre ou corajosamente descansar, certos de que, uma vez apagado, ele é completamente esquecido por Deus, como se fosse um objeto lançado nas profundezas ocultas do oceano, de onde nunca mais poderá voltar. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia