
Quem se compara com o outro não é feliz. O tema da felicidade espirra para todos os lados. De um você ouve que ela não deve ser buscada, exceto pelos tolos. Um outro lhe oferece um mapa infalível, que você receberá indo a determinada reunião, participando de uma certa religião, envolvendo-se numa ação específica. Para um, felicidade é ilusão. Para outros, ter fé é ser feliz. E lhes basta. No entanto, alguns de fé têm a vida mergulhada em perdas sobre perdas, o que faz da felicidade um ideal, por vezes, distante. Em todos os casos, a felicidade precisa ser desfrutada em comunhão com Deus, a fonte de alegria completa. Nos casos de perdas sucessivas, a vida precisa ser vista como tendo dois tempos: este, que pode ser objetivamente péssimo e sem chance de ser mudado, e o próximo, que será necessariamente magnífico. O tempo presente precisa ser compreendido como estando sob o controle de Deus, que fará com que até as coisas ruins cooperem para que tenhamos uma vida que ainda assim vale a pena e valerá se a vivermos com confiança. Em alguns casos, ser feliz começa com crer e prossegue com aprender a viver. Esse aprendizado mantém sob o nível das águas a ansiedade, o rancor, a inveja, esses afluentes da comparação. Quem se compara com o outro não é feliz. Em todos os casos, ser feliz é não se comparar. AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia