
Não há nada difícil para Deus. Primeiro, ele tem a perspectiva certa. Ele sabe todas as coisas. Depois, ele tem todo o poder para mudar as regras da natureza, pois foi ele que as fez e as supervisiona. Mais ainda: ele tem todo interesse em resolver as coisas para nos beneficiar, pois ele é essencialmente bom. Eliseu sabia que essas qualidades de Deus estavam à sua disposição. Por isso, ele buscou receber dele o poder para realizar o que o próprio Deus queria fazer. Diante de Deus, não impomos nossa vontade, que apresentamos a ele. Se Deus a aprovar, precisamos que ele nos capacite com poder para levar adiante a nossa tarefa. Há vários leões dentro de nós. Um deles se chama hostilidade. Como lavas de um vulcão aparentemente extinto, a hostilidade se manifesta ao sinal da menor contrariedade. Quando nosso modo de pensar domina, a caverna da hostilidade se mantém guardada a sete chaves. Quando, contudo, nosso desejo não é satisfeito, esquecemos o passado bom e atacamos com uma surpreendente violência. A cratera se abre e cobre de letais lavas incandescentes quem está por perto, incluindo (e sobretudo) as pessoas queridas. O leão está dentro de nós, mas dentro de nós mora também o cordeiro. (Se não mora, devia morar, se somos guiados pelo Espírito de Deus.) O leão e o cordeiro devem sentar-se à mesma mesa, para compartilhar da mesma refeição. Para isso, o leão precisa controlar o seu apetite. O leão precisa desejar ser manso. O leão precisa apreciar o caráter suave do cordeiro. O leão precisa chorar, arrependido, quando ruge. Os verdadeiramente fortes são os cordeiros, não os leões. AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia