
A história do encontro de Jesus com os discípulos a caminho de Emaús é uma das mais lindas do Novo Testamento. Ela mostra o que acontece conosco em certos momentos da vida. No entanto, ela mostra também o que ele faz conosco quando nos dispomos a viver na sua presença. Muitas vezes estamos indo em direção a Emaús. Jesus tinha ressuscitado. Os apóstolos ficaram confusos. Os discípulos foram se dispersando. Nenhum líder o vira, senão algumas mulheres. Cansados de esperar, cada um ia voltando à sua vida normal. Em tempos da nossa vida, vivenciamos o poder vivo de Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Mas depois os fatos da vida (um casamento ruim, o dinheiro escasso, uma oração sem resposta, ou, estranhamente, o sucesso familiar ou profissional) foram-nos afastando para a periferia de Jerusalém, e depois para bem longe. Nosso lugar é Jerusalém. Sem que isso seja o propósito de Deus para nós, podemos passar por Emaús, mas não podemos morar lá. A participação de Jesus na conversa dos discípulos também deixa evidente que ele está presente nas situações normais da vida. Ele não se apresentou num templo, nem numa sinagoga, mas na estrada poeirenta que levava de Jerusalém a Emaús. As pessoas não estavam no templo, nem nas sinagogas, as pessoas estavam nas ruas. Foi nas ruas que ele se apresentou. E ele se apresentou aos discípulos porque eles precisavam de Jesus, eles queriam Jesus de volta, eles só pensavam em Jesus mesmo na desolação. Jesus espera que nós queiramos sua companhia. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia