
A expressão " endoenças " emana do latim e significa indulgência, misericórdia, perdão como efeito do arrependimento do pecado. Na liturgia cristã romana está ligada a Semana Santa, onde se celebra o sacrifício da cruz, figurando Jesus de Nazareno executado neste instrumento de expiação. Trata-se de uma reminiscência dessa liturgia cristã quando a cristandade romana distribui indulgência em maior escala nesse período. NA quinta-Feira santa, dia anterior `a crucificação, Jesus de Nazareno reuniu seus doze apóstolos para a ceia, simbolizando a despedida de sua partida para a Eternidade e seguir sua caminha divina. É a interpretação teológica bíblica - Novo Testamento. E é nesse cenário que os rosacruzes costumam realizar a reunião como lembrança dessa efeméride narrada pelo Novo Testamento, para comemorar o fim da etapa da vida material de Jesus de Nazareno. A outra fase é a vida celestial, obviamente, já como espírito, integrante da Santíssima Trindade dentro da Fé doutrinária cristã-romana. Esta é a versão adotada pelo cristianismo majoritário e também pela Ordem ROSACRUZ. Todavia, uma corrente doutrinária oferece uma interpretação GNÓSTICA ( gnose= conhecimento para a salvação ( palavra grega ) e aponta, em linhas gerais, que o corpo físico é a prisão do espírito. E enquanto esse espírito estiver no corpo humano, estará aprisionado. e. nesta situação, não poderá exercitar toda sua tarefa que lhe é própria, do BEM ou do MAL. A se dar credibilidade ao Evangelho apócrifo de Judas Iscariotes ( = homem de Keriot ), este NÃO TRAIU Jesus de Nazareno, como a História registra. Jesus de Nazareno, segundo especialistas, era membro essênio e, essa seita ou crença ligada ao judaísmo, acolhia o GNOSTICISMO. Partindo dessa premissa, Judas Iscariotes teria recebido a missão espiritual de entregar Jesus de Nazareno, deliberadamente, para o Calvário, com prévia autorização do próprio Jesus de Nazareno, para libertar seu espírito que estava aprisionado em seu corpo físico. E o espírito livre estaria apto para trabalhar o Bem para toda humanidade em toda sua plenitude. Sobre o assunto, sérias controvérsias existem , levando o Bispo Irineu de Lyon ( 130/202 - anno domini ), a contestar em nome da Igreja romana essa interpretação gnóstica, através de sua famosa obra clássica, - " Contra as Herisias ". Seja como for, constitui um fato histórico, ocorrendo divergência sobre a posição de Judas Iscariotes no episódio da possível traição. O relato do texto bíblico - Novo testamento -, entretanto, não deixa dúvida que se tratou mesmo de traição por 30 moedas de prata, ou coisa assim, que Caifás pagou pela conduta traidora de Judas Iscariotes. A própria elite judaica e o governo invasor romano tinham interesses comuns, políticos e econômicos, para eliminar Jesus de Nazareno do cenário popular daquela época, já que este se mostrava um perturbador da Ordem Pública, com sua pregação doutrinária contrária aos interesses político e econômicos dos judeus e também dos romanos na região. Estes enfoques apenas dão um colorido diferente da exposição bíblica, e servem para reflexão ou, simplesmente, recusa em aceitá-los. DEPENDE DE SUA FÉ !!! Autor: José Geraldo de Lucena Soares - M∴ I∴ - 33° GOB - SP É articulista de veículos de divulgação sobre temas maçônicos.