
A. Colossenses Um dia, durante seu primeiro cativeiro romano, Paulo recebeu a visita de Epafras (já referido), “ministro” dos colossenses. Esse informou o apóstolo sobre as condições da igreja. Em grande parte o relatório foi favorável: fé, amor e esperança estavam em evidência. O evangelho estava frutificando cada vez mais (Cl 1.1 -6; 2.5). Ainda assim havia o constante perigo de recaírem nos indecorosos hábitos pecaminosos de outrora. Além disso, naquele momento, falsos mestres tentavam iludir a igreja oferecendo uma solução que não poderia resolver coisa alguma, mas que complicaria a situação (a já descrita “heresia colossense”). Toma-se então necessário escrever uma carta a fim de que a igreja não se aparte do ensinamento puro de seu fiel pastor. De acordo com esse antecedente, o propósito desta carta era o seguinte: 1. Advertir os colossenses contra a recaída na sua condição anterior com todos os seus vícios para a destruição da alma (Cl 1.21,23; 3.511), e contra a “solução” pressionada sobre eles por aqueles que se recusavam a reconhecer Jesus Cristo como o completo e Todo-suficien- te Salvador (capítulo 2). 2. Atrair a atenção deles para “o Filho do amor de Deus”, para que possam confiar nele, amá-lo e adorá-lo como a própria imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação, o Cabeça da Igreja, aquele que está em todas as coisas preeminentes e em quem - somente em quem - os crentes podem atingir sua plenitude (1.13-18; 2.8,9). 3. De maneira especial, realçar entre eles o valor do seu fiel ministro Epafras (1.7; 4.12,13) que, apesar de estar agora com Paulo em Roma, junta-se a outros enviando saudações, e está sempre lutando por eles em oração, e tendo por eles a mais profunda preocupação. Diante do fato de que Tíquico era o portador da carta aos Colossenses e também a Filemom, membro da igreja colossense e dono do escravo Onésimo, que estava sendo devolvido a seu dono, é necessário acrescentar um quarto ponto aos três já mencionados, a saber: 4. Enfatizar entre os colossenses a virtude do perdão e bondade. A colocação de John Knox não é bastante forte: “Toda a carta aos Colossenses está mais ou menos dominada pela preocupação de Paulo.