
.0 predicado “quão amáveis” precisa ser escutado com sua etimologia de amor funcionando. Isaías usa o termo em seu canto de amor (Is 5,1), Jeremias na acusação contra a esposa infiel (Jr 11,15); lê-se no título dum epitalâmio ou cântico de bodas (SI 45,1); é título de Benjamim na bênção emblemática de Dt 33,12; aplica-se à comunidade (SI 60,7) e a um indivíduo (SI 127,5). A raiz acha-se também presente no nome de Davi e no apelativo carinhoso que, por ordem do Senhor, o profeta Natã dá ao menino Salomão. Essa carga amorosa e histórica pode ressoar no começo do salmo, dado que Davi e Salomão são promotor e artífice do templo. Não menos importante, ainda que com outro termo, é o que revela o drama de Ezequiel: a morte repentina da esposa anuncia simbolicamente a destruição do templo, amor do povo: — Primeiro em chave cristológica presente. O salmo canta o amor e a nostalgia pelo templo, onde Deus se mostra: “pois eu vos digo que aqui há algo mais importante que o templo” (Mt 12,6). Adiantando sua glorificação, Jesus deu a ver seu rosto “resplandescente como o sol” (Mt 17,2). Jesus é o novo, o verdadeiro templo, porque nele Deus está presente e se manifesta: “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). E assim ele é nossa morada, e nós a sua (Jo 6,56; 15,4). — Em chave eclesiológicapresente-, o templo é a Igreja: Ef 2,21 Por influência sua, toda a construção fica travada e cresce até converter-se em templo santo do Senhor; 22 e pela mesma influência, ides entrando na construção, para ser morada espiritual de Deus. Por isso são felizes os que habitam na Igreja e nela louvam a Deus (Eusébio). Habitam ou são peregrinos? — Em chave cristológica do Senhor glorificado. A transfiguração foi uma antecipação. Descreve-o agora o Apocalipse no céu (1,16): “seu semblante resplandecia como o sol em plena força”. E o novo templo reedificado: