
A escola encaminha com suspeita de TDAH, a criança não aprende, não para na carteira e não termina as atividades. Mas será que a hipótese de quem encaminhou se sustenta? Neste episódio, a conversa parte do caso de Pedro, de 8 anos, para mostrar na prática as 10 hipóteses que precisam ser consideradas antes de fechar qualquer diagnóstico diante de uma queixa escolar, com base no que o DSM-5-TR orienta sobre investigar outras explicações antes de falar em transtorno. O episódio diferencia dificuldade de aprendizagem e transtorno, discute o papel do neuropsicólogo na avaliação e organiza as hipóteses em dois blocos. No primeiro, os fatores que podem explicar sozinhos a dificuldade: pedagógicos, sensoriais, sono e rotina e aspectos emocionais. No segundo, as hipóteses cognitivas: funcionamento intelectual, processamento fonológico e nomeação rápida, linguagem oral, processamento numérico, atenção e memória de trabalho e funções executivas. Ao final, mostra como a convergência entre história clínica, observação, contextos e instrumentos levou a uma conclusão diferente da suspeita inicial. Um episódio para psicólogos e neuropsicólogos que atendem crianças com queixas escolares e querem fortalecer o raciocínio clínico por trás de cada hipótese diagnóstica.